PEOPLE: O que as empresas do Sistema B fazem de diferente em relação a funcionários

Semana passada teve [Live] entre a Feedback House o Sistema B. Se você perdeu, esse artigo é um resumo da Live que dá para você entender o que as melhores estão fazendo de especial. O sistema B faz parte do movimento de empresas agentes de mudança, empresas preparadas para a nova economia. Esse movimento nasceu nos EUA, e hoje já existem 165 empresas certificadas no Brasil.

Mas vamos começar do início: o que é a nova economia? É o capitalismo de stakeholders, onde tudo que a empresa faz gera valor compartilhado para todas as partes que estão envolvidas com ela: a comunidade, os clientes, os fornecedores, o meio ambiente, os funcionários. Todos são vistos como parte importante do processo e precisam estar impactados positivamente pelas práticas da empresa. O modelo de negócio delas gera valor compartilhado para o mundo.

Em bom português: não é suficiente cuidar do meio ambiente se você trata mal seus fornecedores. Não adianta colocar o cliente num pedestal, se a empresa tem gestores que gritam com funcionários, e omite relatórios.

“A gente não precisa das melhores do mundo, mas as melhores empresas para o mundo”, diz Francine Lemos, diretora executiva do Sistema B no Brasil.

As empresas B tem os seguintes pilares

  1. Comunidade: impacto econômico nas comunidades de entorno, cadeia de fornecimento, preço justo, projetos sociais, causas
  2. Meio ambiente: sustentabilidade, resíduo, água, clima, terra e vida, luz, carbono neutro
  3. Governança: como a missão e propósito são protegidos? Ética e transparência, mensuração de impacto social
  4. Trabalhadores (PESSOAS): segurança financeira, legislação trabalhista, saúde, bem estar e segurança, carreira, engajamento, participação societária (sensação de dono), desenvolvimento da força de trabalho, diminuição da desigualdade salarial, métricas de diversidade
  5. Clientes: relacionamento e modelo de negócio gerando impacto positivo

Entenda mais sobre o Sistema B

E o que a Feedback House tem a ver com o sistema B?

A Feedback contribui com o pilar trabalhadores, porque já nasceu com o propósito de desenvolvimento individual de forma contínua no seu modelo de negócios. Nós acreditamos no modelo contínuo, porque o mais importante é a jornada do colaborador dentro da empresa, e isso se constrói com feedback, 1a1, PDI contínuo …. a avaliação de desempenho é o fim do processo, e não o processo todo.

Nas empresas mais novas e modernas, os líderes já conectam, já sabem que precisam desenvolver as pessoas, não precisa explicar o conceito. Nas mais tradicionais, onde o “comando controle” é mais forte, fica mais difícil de quebrar o paradigma com os tomadores de decisão.

Na nossa experiência, os principais entraves que observamos nas empresas para desenvolver o pilar PEOPLE são:

  • Abertura para rever o processo
  • Entender que a avaliação é o fim do processo, e não o processo
  • Resistência a mudança
  • Praticar o feedback honesto que constrói relacionamento
  • Criticar menos e apontar mais soluções de como acertar
  • Fazer com que os gestores sentem junto para ler os relatórios com seus liderados direto

Com isso, nas empresas com cultura antiga e arraigada, a mudança vai vir mais por pressão externa em algum momento. Existem alguns fatores de pressão que podem fazer a chave virar:

  • Consumidor consciente: geração que boicota empresas com práticas ruins. Consumir é um voto de confiança e reconhecimento.
  • Investimento:  cada vez mais fundos investem em empresas conscientes. Já é percebida a pressão dos acionistas pelo portfólio.
  • Colaboradores: empresas passam a não serem atrativas para recrutar colaboradores por causa das práticas antigas. Se a pessoa pode escolher, porque trabalhar num lugar onde elas não são valorizadas?

Por fim, discutimos sobre modelos de avaliação de desempenho: tem diferença entre o que é avaliado nas empresas mais modernas versus as mais antigas? Tem sim, fizemos uma lista comparativa:

  • As empresas mais modernas são mais ágeis para mudar competências e valorizar o que faz mais sentido no momento.
  • Nas mais modernas o formulário mais curto e tem menos complexidade: o mesmo formulário para todos os cargos, no máximo separando entre gestor e não gestor.
  • avaliação precisa estar ligado ao propósito e cultura: sessão cultura (missão, visão , valores), desempenho (objetivos) e comportamental. As empresas mais modernas usam perguntas ligadas a cultura, o que torna muito mais coerente e fácil de explicar para os colaboradores. A empresa vive e cobra o que prega?
  • As competências em si: as empresas mais modernas falam de inovação, trabalho em conjunto, dar e receber feedback, dar a fala … tudo gira em torno de colaboração e respeito. Menos o técnico, e mais a capacidade de aprender coisas novas.

As pessoas e o planeta importam. As empresas B são equitativas, regenerativas e igualitárias. O quanto sua empresa está perto de ser B no pilar PESSOAS?

A [Live] está na integra no Instagram da Feedback House, clica pra assistir essa aula 😉