Por que o Feedback 360º é importante para crescer profissionalmente?

Cecilia Pessoafeedback, relacoes, feedback 360

Não importa qual seja a relação, o retorno é a maneira mais simples de saber se há sintonia entre as partes, ou se há algo que poderia ir melhor. Uma coisa é certa: não nascemos completos, muito menos perfeitos. Quem quer crescer sabe que é preciso estar atento em escutar, observar, refletir e transformar. Sempre há onde melhorar e, para não ficar cogitando no escuro, por que não resolver da maneira mais simples? É só pedir um Feedback!

Tem gente que fica melindrado em ser avaliado, leva para o pessoal… mas, na verdade, a única maneira de saber se estamos no caminho certo é se nos dizem se atingimos ou não a expectativa. No mundo corporativo, o Feedback 360º é a melhor ferramenta para saber se um colaborador está desempenhando bem seu trabalho, tanto na entrega de resultados quanto nas relações pessoais, e eu explico o motivo.

É difícil avaliar o trabalho de pessoas no dia à dia. Nosso excesso de cordialidade faz com que tenhamos certa trava na hora de criticar, no bom sentido da palavra, o trabalho de alguém. Quando a pessoa é querida, é ainda mais difícil. Evitamos aquilo que é desagradável para não magoar. Mas de que outra maneira poderíamos dar-lhe a oportunidade de saber exatamente de que forma ela poderia se aperfeiçoar?

A situação também complica, quando é preciso avaliar alguém, cujo desempenho depende do trabalho de outros colegas. É possível avaliar uma pessoa, em suas esferas laborais, de maneira justa? Acreditamos que sim. O Feedback 360º, veja diferença entre Feedback 90º, 180º e 360º, permite que todos sejam avaliados por todos, independentemente de hierarquia: chefes, subordinados, pares, clientes, fornecedores… desta maneira, fica fácil perceber onde ocorrem ruídos entre aquilo que é esperado e o que é executado na prática.

Para fazer com que o Feedback seja adotado como parte integrante da cultura da empresa, é preciso entregar aos funcionários seus próprios indicadores em tempo real. A única maneira de saber se estamos no caminho é se nos dizem. Além de retirar a impressão de que a prática é realizada por alguém acima, que fiscaliza o sujeito, permite que o mesmo possa se aprimorar habitualmente, não apenas quando houver uma reunião no final de um ciclo. Ao compreender onde estão os erros e os acertos, o indivíduo assume o controle e a responsabilidade pela própria carreira.

O segredo é saber dar um bom Feedback. Assim como em qualquer outra habilidade, melhor se fica, quanto mais se pratica. E se você vive numa cultura de Feedback, você logo descobre que é melhor aplicar o ditado: “fale com os outros como você gostaria que falassem com você”. Essa, sem dúvida, é a primeira chave de um bom Feedback. Existem algumas boas técnicas, que explicaremos em outro momento.

Outro aspecto importante do Feedback 360º é que ele quantifica comportamentos. Tudo fica às claras: o que é pontual, o que é reincidente… contra fatos, não há argumentos. Falhas reais podem ser corrigidas com mais assertividade, pois a abundância de Feedbacks permite que as competências que precisam de treinamento sejam identificadas com mais rapidez. Com isso, evita-se estereótipos e, todos os dias, os colaboradores têm a chance de recomeçar.

E aí, já se convenceu de que a prática do Feedback 360º é a melhor maneira de aproveitar o capital humano? Avaliar e receber avaliação continuamente estimula o desenvolvimento progressivo. Perceber que há espaço para transformar e crescer profissionalmente aumenta o engajamento do sujeito com a organização. Sem contar que essa dinâmica, a longo prazo, diminui o índice de rotatividade dentro da mesma, o que é bom tanto para o funcionário, quanto para a empresa.

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Universidade do Feedback

Cecilia Pessoa é fascinada por artes, literatura e tudo que envolve a capacidade e a condição humana. É bacharel em direito, professora e tradutora de francês e estudante de comunicação social. Cecília, admiradora de boas ideias, é fundadora do Crível Incrível, um espaço de escrita criativa.